13 de maio de 2013

Programação da VI Semana de Luta Antimanicomial



Pela primeira vez Cabedelo recebe a iniciativa do Coletivo Canto Geral


17 de maio – sexta-feira
9h: Roda de abertura: “Uma flor que rompe o asfalto: a loucura como (R)existência
Palestrantes: Priscila Coimbra – Enfermeira, professora da Universidade Federal do Maranhão (UFMA)
Fábio Guilherme – usuário do CAPS AD – Rangel/ João Pessoa
Magda Dimenstein – Psicóloga, professora da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)
Local: auditório 411 - CCHL
14h: Ato público
Local: Parque Solón de Lucena (Lagoa)
18 de maio – sábado
8h30: Dia do esporte e das Práticas Integrativas
- Torneio de futebol
-  Práticas integrativas: Yogadance, Meditação ativa
- Capoeira
Local: Ginásio Municipal de Cabedelo
18h: Cultural de Abertura: Espetáculo Carroça de Mamulengo,
Local: Juliano Moreira

20 de maio – segunda-feira
14h: Oficina de audiovisual – Marcelo Paes de Carvalho
Local Caps 1- Cabedelo
8h: Oficina de Grafite – Coletivo Grafite
Local: CAPS AD Rangel
14h: Oficina de Grafite (continuação)
Local: CAPS AD Rangel
14h: Oficina de colagem – Jorge Brasil
Local: Centro Cultural Piollin
14h: Oficina de audiovisual – Abraão Lima e Marcelo Paes de Carvalho
Local: CAPS AD Cabedelo  e CAPS 1
14h: Acolhimento e oficinas de reciclagem (Adriana – CAPS I) e “Criação com isopor” – Roosevelt- (CAPS AD)
Local: Ateliê Multicultural de Elioenai Gomes
19h: Espetáculo teatral Senzala Urbana
Local: Centro Cultural Piollin

21 de maio – terça-feira
9h: Roda de diálogo: Loucura e Cidade
Palestrantes: Bia Adura – Doutoranda na Universidade Federal Fluminense (UFF)
                        Flávia Fernando – Psiquiatra, mestranda em Estudos da Subjetividade, Psicologia na Universidade Federal Fluminense (UFF)
                        Vitor Pordeus – Médico e ator (Rio de Janeiro)
                        Chico César- Secretário de Cultura do Estado da Paraíba
Local: Praça Rio Branco
14h: Oficina de Grafite (continuação)
Local: CAPS AD Rangel
14h: CINEPSI
Local: Escola Técnica Cristo Rei
14h: CINEPSI
Local: Juliano Moreira
14h: CINEPSI
Local: CAPS i Cirandar
14h: Grupo de Discussão e Vivência – Consultório na Rua
Local: sala 402 - CCHL

22 de maio – quarta-feira
8h: Oficina de fotografia
Facilitadores: Delosmar (Comunicador Social) e Lúcio (estudante de psicologia)
Local: CAPS i Cirandar
8h30: Oficina: Uma experiência inter-semiótica com a Loucura – Babilak Bah
Local: Capela UFPB
8h: Oficina de Pin hole
Facilitadores: Edmário (Comunicador Social) e Helder (Historiador)
Local: CAPS Caminhar
8h: Oficina: Confecção de instrumentos
Facilitadores: Mara e Alcides
Local: CAPS AD Torre
14h: Roda: Urgência e Emergência
Palestrantes: Vaneide Delmiro – Psicóloga do CAPS I – Porto Cidadania - Cabedelo/PB
            Mabel Dias – Terapeuta ocupacional
Local: Auditório do CCM
14h: Oficina de Audiovisual (continuação) - Abraão
19h: Espetáculo Teatral: “Ritorno a Coralina”
Local: a confirmar
23 de maio – quinta-feira
8h30: Oficina: Uma experiência inter-semiótica com a Loucura – Babilak Bah
Local: Capela UFPB
14h: Roda de diálogo: Manicômio Judiciário e a Luta Antimanicomial
Facilitadoras: Luciana Stoimenoff B Brito - Psicóloga, doutoranda no Departamento de Ciências da Saúde da UnB. Pesquisadora da Anis - Instituto de pesquisa em bioética, direitos humanos e gênero.
Romina Moreira de Magalhães Gomes – Psicanalista, Psicóloga Judicial
do Núcleo Supervisor do PAI-PJ/TJMG, Doutoranda pela UFMG
Local: a confirmar
14h: Oficina de Papel Machê
Local: Ateliê de Neuri

24 de maio – sexta-feira
9h: Roda de encerramento: Internação Compulsória
Palestrantes: Dênis Petuco – Sociólogo, mestre em educação pela UFPB, doutorando no Programa de Pós Graduação em Ciências Sociais da Universidade Federal de Juiz de Fora
Pedro Abromovay - Professor de direito da FGV do Rio de Janeiro e ex-secretário de Justiça
Daniel Rangel – Psicólogo do Consultório na Rua
Local: A confirmar
12h: Intervenção – Performance
Local: Praça da alegria
14h: Oficina de poesia
Facilitadores: Carlos Araújo
Local: Juliano Moreira
19h: Espetáculo Teatral –“Espetáculo Cara de Clow” (Companhia Lua Crescente)
Local: Praça Getúlio Vargas – Cabedelo
20h: Cultural em alusão à Luta Antimanimanicomial
Convites a: Banda Evoé e Banda Harmonia Enlouquece
Local: Praça Rio Branco

25 de maio – sábado
17h: Cultural de Encerramento
Apresentações Culturais: Roda de Samba CAPS AD Cabedelo; BATUCAPS (CAPS AD Rangel); espetáculo de dança Aquarela do Brasil; Apresentação Maculelê e Grupo de Percussão do CAPS Gutembergue Botelho.
Feira de artesanato dos CAPS João Pessoa e Cabedelo, mulheres do GURUGI
CAPS i Cirandar
CAPS AD Torre
CAPS AD Rangel
CAPS Caminhar
CAPS Gutemberg Botelho
CAPS I Cabedelo
CAPS AD CABEDELO
Mães de Barro - Gurugi
Associação de artesãos farol do Cabedelo
Associação Arte e Cultura nova paisagem
“Varal de poesias” – compilação de textos dos serviços
Tendas– ok - Secretária de Desenvolvimento Humano
Local: Praça da Paz

REALIZAÇÃO: COLETIVO CANTO GERAL
COLETIVO INTERDISCIPLINAR “UMA FLOR QUE ROMPE O ASFALTO” - CONSTRUTOR DA IV SEMANA DA LUTA ANTIMANICOMIAL

Espetáculo Um Beijo no Asfalto no Piollin

Espetáculo está em turnê pelo Nordeste


A peça “O Beijo no Asfalto, escrita em 1961 por Nelson Rodrigues, em encenação pernambucana assinada pelo diretor Claudio Lira,  será apresentada noCentro Cultural Piollin nos dias 21 e 22 de maio, às 20h. A montagem estreou no Rio de Janeiro em agosto de 2012, integrando o projeto “Nelson Brasil Rodrigues: 100 Anos do Anjo Pornográfico”, iniciativa da Funarte.
Esta versão de “O Beijo no Asfalto respeita o texto original, mas não teme acrescentar detalhes contemporâneos à trama, como a referência às redes sociais e as inserções de imagens em vídeo captadas no momento da apresentação, num paralelo ao imediatismo atual da mídia, suprimindo ainda todas as referências ao universo carioca. Tanto que a história passa a acontecer no centro de qualquer grande cidade.
A trama mostra a reviravolta que acontece na vida do jovem Arandir, que socorre um desconhecido atropelado e, atendendo a umpedido deste à beira da morte, lhe dá um beijo na boca. Um repórter presencia o fato e vê no ato deum homem beijar outro homem a possibilidade de ganhar dinheiro. O caso ganha grande espaço na imprensa, sendo explorado com extrema crueldade tanto por jornalistas quanto por policiais sem ética e que não temem invadir a privacidade familiar.
Entre 2012 e 2013 o Centro Cultural Piollin já recebeu quatro montagens de textos rodrigueanos
A partir deste embaraçoso ato de misericórdia – um beijo na morte – presenciado por um repórter sensacionalista, um escândalo social se avoluma. Explorando o caso, Amado Ribeiro, o tal jornalista, e Cunha, um delegado corrupto, destroem a reputação de Arandir, um homem puro até então, e de sua família, levando todos a um desfecho trágico e surpreendente. A exploração da imprensa é tanta, que a história ganha outros contornos, retratando os dois homens como amantes em um crime passional. A partir daí, a vida do jovem se transforma num inferno e nem mesmo sua mulher, Selminha, acredita que ele é inocente, ainda mais diante das insinuações do pai dela, Aprígio, que sempre manteve o pé atrás com o genro. Há referências reais a toda esta história.
“A peça aborda algo que eu quero dizer e me incomoda muito: essa imprensa que manipula a opinião pública e, principalmente, o ranço preconceituoso que as pessoas mantêm até hoje. Não só na questão da homossexualidade, mas num âmbito mais geral”, diz o encenador Claudio Lira, que ressalta como grande qualidade da escrita rodriguiana esse revelar tão cru da hipocrisia na sociedade. Com “O Beijo no Asfalto, Lira promove um retorno às suas origens no palco, ainda como ator. No início da década de 1990, fiz um curso com Almir Rodrigues, grande ator e diretor, hoje afastado da cena por problemas de saúde, e passamos muito tempo estudando as obras de Federico García Lorca e Nelson Rodrigues. O objetivo era unir seus dois universos num espetáculo, mas o projeto não se concretizou. Em 2010, consegui encenar “Um Rito de Mães, Rosas e Sangue”, adaptação minha a partir das três tragédias rurais de Lorca, espetáculo ainda em atividade; e, agora, consigo mergulhar numa das obras de Nelson, o que é uma grande honra para mim, pois o considero um dos maiores dramaturgos do Brasil”, comemora.
Com vários outros trabalhos como encenador, em peças como “Alheio”, “Versos do Nós” e “Maçã Caramelada”, Claudio Lira diz que teve muita dificuldade em construir as cenas mais violentas propostas por Nelson – há embates terríveis entre Arandir e seus opositores – e, como traço de sua própria personalidade, resolveu dar à montagem um caráter mais clássico e psicológico, tanto que incorporou um inédito coro uníssono ao desenrolar da história, com personagens que usam máscara neutra sem personalidade individual e mais coletiva, numa áurea mítica, sensorial e, por que não, poética. Tais figuras, vestidas com ternos, funcionam como um bloco de gente que, se não comenta a ação verbalmente, como na tragédia grega, acompanha o desenrolar dos acontecimentos enquanto presença crítica e, por vezes, participativa. Assim como a sociedade que rumina opiniões, muitas vezes clandestinamente nas redes sociais. São figuras sem identidade revelada, mas prontas para julgar fatos e pessoas.
Conflitos, traições e mentiras na obra rodrigueana
Originalmente, toda a história acontece durante um dia e meio, portanto, as cenas desenrolam-se como quadros de um videoclipe, em sucessão vertiginosa, pontuada por trilha sonora que mescla sons urbanos a melodias originais, concebida por Adriana Milet, e inserções de vídeo – algumas em tempo real – da videomaker Tuca Siqueira. A iluminação é assinada por Luciana Raposo e o cenário, figurinos e adereços pela dupla Claudio Lira e Andrêzza Alves. A produção executiva é de Andrêzza Alves e Renata Phaelante. “É esta sobreposição de elementos cênicos – dos figurinos masculinizados, das projeções em vídeo, da trilha musical quase constante, da luz forte que nos remete aos cortes cinematográficos e ao cenário composto por várias portas giratórias em 360 graus – que me interessa ao contar esta história, algo que eu quero dizer, tendo como molho o sarcasmo presente em Nelson ao tirar chacota da sociedade”, complementa o encenador.
Sobre o protagonista, Claudio define: “Arandir é um personagem tão comprometido por sua ação que duvida até mesmo da sua verdade. Portanto, assim como Nelson, eu trabalho em cima da dúvida – O beijo de Arandir no atropelado é a substância dessa dúvida – e a verdade, neste caso, pode ser forjada por qualquer um, como o faz a mídia, ao transformar notícias deturpadas em verdades absolutas, infelizmente. Este é o caráter desta tragédia brasileira, deste homem acuado que duvida até de si mesmo”, conclui. No elenco, Arthur Canavarro (Arandir), Andrêzza Alves (Selminha), Eduardo Japiassu (Aprígio), Ivo Barreto (Amado Ribeiro), Pascoal Filizola (Delegado Cunha), Sandra Rino (Viúva, D. Judith e Aruba), Daniela Travassos (Dália) e Lano de Lins (Barros, Werneck e um personagem surpresa ao final). Ainda há a participação das atrizes Cira Ramos, Clenira Melo, Vanda Phaelante, Renata Phaelante, Márcia Cruz e Sônia Bierbard, que mostram-se “virtualmente” na peça, numa homenagem a todas as atrizes pernambucanas, como opção do diretor, com falas da personagem Matilde, vizinha fofoqueira que acompanha o drama de Arandir, além dos comunicadores Gino César e Cardinot, este um símbolo da popularíssima imprensa pernambucana.
OBS: “O Beijo no Asfalto foi escrita especialmente para o Teatro dos Sete, com estreia no mesmo ano de 1961, no Rio de Janeiro, sob direção de Gianni Ratto e com Fernanda Montenegro, Sérgio Britto e Ítalo Rossi no elenco, entre outros. A peça teve ainda duas versões cinematográficas, a primeira em 1963, com direção de Flávio Tambellini e com Reginaldo Faria, Norma Blum, Xandó Batista e Jorge Dória nos papeis centrais; e outra em 1981, com direção de Bruno Barreto e elenco composto por Ney Latorraca, Tarcísio Meira, Christiane Torloni e Daniel Filho, entre outros.

FICHA TÉCNICA O BEIJO NO ASFALTO
Direção: Claudio Lira | Elenco: Andrêzza Alves, Arthur Canavarro, Daniela Travassos, Eduardo Japiassú, Ivo Barreto, Lano de Lins, Pascoal Filizola e Sandra Rino | Participações em Vídeo: Cardinot, Clenira de Melo, Cira Ramos, Márcia Cruz, Renata Phaelante, Sônia Bierbard e Vanda Phaelante | Voz da Locução: Gino Cesar | Música Final / Voz: Lêda Oliveira e Pianista: Artur Fabiano | Direção de vídeo cenário: Tuca Siqueira | Iluminação: Luciana Raposo | Cenário: Claudio Lira | Figurinos: Andrêzza Alves e Claudio Lira | Direção Musical e Preparação Vocal: Adriana Milet | Preparação Física e Coreografias: Sandra Rino | Fotografias: Caio Franco e Américo Nunes | Programação Visual: Claudio Lira | Produção Executiva: Renata Phaelante e Andrêzza Alves | Imprensa: Moretti Cultura e Comunicação |

SERVIÇO:
Onde: Centro Cultural Piollin.
Quando: 21 e 22 de maio 20h
Endereço: R. Prof. Sizenando Costa, s/n – João Pessoa – PB
Informações: (83) 3241-6343  | piollin30@gmail.com 
Ingressos: R$ 20,00 (Inteira) e R$ 10,00 (meia entrada)
Duração: 1h 30m | censura 16 anos.
Fonte e mais informações à imprensa:
André Moretti
Contatos
11-98269 6704   11-4304 6704
moretti.moretti@gmail.com

Piollin recebe programação IV Semana de Luta Antimanicomial

A luta antimanicomial foi criada em 2008 por alunos de Psicologia da UFPB
A semana da luta antimanicomial acontece entre 17 e 25 de maio em vários pontos da cidade de João Pessoa e também na cidade de Cabedelo. Entre as diversas atrações, o espetáculo Senzala Urbana, dirigido por Marcos Brandão será apresentado dia 20 de maio (segunda-feira), às 20h,  no Centro Cultural Piollin com entrada gratuita.

Segundo informações repassadas pelos organizadores desta ação, a Semana da Luta Antimanicomial nasce da vontade do Coletivo Canto Geral, formado por estudantes de psicologia,  em provocar a discussão acerca da temática da Reforma Psiquiátrica no curso de Psicologia da UFPB.

Pela primeira vez a Luta chega ao município de Cabedelo

Este ano, a ação tem como tema "Uma flor que rompe o asfalto: a loucura como (r)existência". Na programação então previstas apresentações teatrais e musicais, rodas de diálogo, além de mesas, oficinas e intervenções urbanas.

O movimento busca estimular a percepção de que a luta antimanicomial é um movimento de resistência, onde serão discutidos seus avanços e desafios, além das possibilidades de criação e reinvenção de espaços da saúde mental enquanto um lugar de potência referente ao cuidado e ao acolhimento dos sujeitos que existem e estão no mundo à sua maneira.

Programação completa!

7 de maio de 2013

Caravana Piollin chega ao Litoral Norte da Paraíba

Cinco cidades paraibanas receberão a visita da Caravana Piollin

O projeto Caravana Piollin, contemplado no Programa BNB de Cultura /parceria BNDES – edição 2012 e apoio do Fundo de Incentivo à Cultura Lei Augusto dos Anjos, segue com sua programação gratuita a partir de 18 de maio, visitando as cidades de Baía da Traição e Mataraca, com apresentação do espetáculo de circo “Impactos” e do espetáculo de teatro “Pedaços de peças, trepeças e presepadas”, além da realização duas oficinas.

A caravana oferece aos educandos do Ciclo III do Piollin a oportunidade de estágio nas áreas de produção, gestão e de encenação, através de apresentações dos dois espetáculos produzidos como resultados das oficinas de circo e teatro durante os anos de 2011 e 2012. Serão cinco cidades visitadas, considerando a existência de grupos de artes cênicas ou de projetos de ensino formal ou informal nas áreas do circo e/ou teatro.

Segundo Marcelina Moraes, coordenadora administrativa do Centro Cultural Piollin, a experiência anterior da Caravana Piollin em 2009 reafirmou a necessidade de manutenção e ampliação de estágios com os educandos que passaram pelo ciclo I e II, que correspondem à iniciação, escolha e desenvolvimento de habilidades do circo e teatro, áreas centrais do projeto político pedagógico do Centro Cultural Piollin.

“Considera-se que para às artes cênicas convergem outras expressões, a exemplo da música, artes plásticas e literatura que contribuem para o processo de ensino aprendizagem e, entre os objetivos específicos de formação de adolescentes e jovens, oriundos de setores populares, colaboram também para a constituição de grupos que possam exercer de forma autônoma um papel relevante na sua comunidade de origem, mas também ocupando espaços em outras localidades do estado”, observa a coordenadora.

São estes os principais focos de atenção da Caravana Piollin, que é manter o trabalho de formação de crianças, adolescentes e jovens, fortalecendo as iniciativas em que o acesso a cultura e arte compreendam a necessidade em gerar oportunidades de exercer as múltiplas possibilidades de auto expressão e organização social.


 

Residência Artística de Babilak Bah no Piollin

Alunos do Piollin vivem a experiência sonora do multimídia Babilak Bah


O músico paraibano Babilak Bah, radicado em Minas Gerais há mais de duas décadas, se prepara para o quarto mês de residência artística no Centro Cultural Piollin. No mês de junho a residência acontece de 17 a 21, das 14h às 17h no Centro Cultural Piollin. O processo segue até o mês de agosto, quando será apresentado um espetáculo musical como resultado das oficinas.

Babilak antecipa o sucesso da experiência que vem despertando nos adolescentes e jovens da instituição o interesse pelas diferentes possibilidades sonoras estimuladas durante sua residência artística em João Pessoa.

Segundo ele, a Residência Artística está se tornando um espaço de dialogo e exploraçåo sonora, produção e leitura de textos, utilizando-se ainda de objetos variados com destaque à ferramenta enxada e os enxadigmas (uma série de instrumentos criado pelo músico).

“Também utilizamos sucatas, um conjunto de efeitos e o silêncio em busca de uma linguagem rítmica, poética e cênica, a partir de tecnologias corporais e sonoras, somado ainda a criatividade e a história pessoal dos participantes”, explica Babilak Bah.

O músico observa ainda que essa experiência tem propiciado reflexões sobre o fazer percussivo no Brasil e no mundo. “Desta forma estamos fomentando um ambiente criativo e critico estabelecendo uma ponte com a transversalidade e a cultura local, os problemas do cotidiano como material de linguagem, produção artística e reflexão do sujeito na sociedade, estimulando assim uma consciência sócio-artística, um pensamento critico apurado, a respeito de vida/ arte”, conclui.

Essa parceria só é possível graças a Bolsa de Interações Estéticas, modalidade Criação e Experimento, da FUNARTE. O primeiro contato com o Piollin se deu através do programa Itaú Rumos Educação, no qual tanto Babilak quanto Simone Alves, coordenadora pedagógica do Piollin à época, foram premiados pelos projetos pedagógicos desenvolvidos. 




Centro Cultural Piollin recebe evento da APAAB

APAAB comemora sete anos de proteção animal na Paraíba


A APAAB, Ong de Proteção Animal, celebra os sete anos de existência neste sábado (11), no Centro Cultural Piollin  a partir das 10h com uma série de ações promocionais. O evento contará com feira de adoção de cães e gatos, brechó solidário, exibição de vídeos educativos, arrecadação de ração e produtos para animais em lares provisórios.

Fundada em 2006, a APAAB,  segundo informações disponibilizadas pela coordenação da Instituição,  surgiu de um sentimento de inconformismo de algumas pessoas com relação à situação de abandono, desprezo, fome, frio, maus-tratos e outras formas de agressão aos animais. 

Atualmente a associação se mantém financeiramente através de mensalidade de sócios, doações esporádicas, vendas de objetos (chaveiros, canetas, adesivos), realização de brechó e venda de rifas entre outras atividades. 

Ainda segundo informações fornecidas pela APAAB, a associação não possui abrigo para animais abandonados, e devido a isso o número de resgates é limitado e conta exclusivamente com a colaboração de voluntários.

A associação informa ainda que entre 2006 e 2013 foram realizados aproximadamente 600 resgates de cães e gatos. Junto a isso, já foram promovidas  mais de 500 doações e 800 atendimentos e consultas veterinárias em animais abandonados e/ou achados na rua.

Mais informações:  www.facebook.com/APAAB | @APAAB | apaabjp@hotmail.com




3 de maio de 2013

Piollin Grupo de Teatro estréia novo espetáculo



A Pá é o quarto espetáculo do Piollin Grupo de Teatro

Não existe ser por trás do fazer,

do realizar, do devir; o atuante é meramente uma ficção

acrescentada à ação. A ação é tudo...



Piollin Grupo de Teatro estréia novo espetáculo


Não existe ser por trás do fazer,

do realizar, do devir; o atuante é meramente uma ficção

acrescentada à ação. A ação é tudo...


Após encerrar com sucesso o projeto Teatro Piollin, que de setembro de 2012 a março de 2013 ocupou a sede do grupo com diversos espetáculos teatrais de João Pessoa e de outros estados brasileiros, o Piollin Grupo de Teatro se prepara para estrear sua mais nova montagem, o espetáculo A Pá, inspirado livremente no filme O Gosto de Cereja, do diretor iraniando Abbas Kiarostami.

Em cena, o ator Everaldo Pontes

A montagem do espetáculo foi contemplada pela Fundação Nacional de Artes - FUNARTE no edital Prêmio FUNARTE de Teatro Myrian Muniz 2011. A temporada será realizada de sexta a domingo, entre 11 de maio e 2 de junho. Nesta sexta-feira (10) a apresentação é exclusiva para convidados do grupo.

Escrita colaborativamente, o PGT retoma a parceria com o diretor carioca Haroldo Rego, que em 2006 dirigiu A Gaivota - Alguns Rascunhos, em adaptação à Gaivota, de Anton Tchekhov. Segundo Buda Lira, ator e um dos fundadores do Grupo, esta parceria é uma forma de manutenção de um trabalho colaborativo ainda em curso.

A busca pelo anonimato leva o personagem do ator Nanego Lira
a fazer pedidos incomuns  a desconhecidos

Nesse aspecto, penso que a conclusão é de que no contato com o público – apresentações para amigos e outros parceiros – indica o (re) começo de uma etapa que pode fazer aparecer novos rumos para esse trabalho”, diz Buda Lira.

Ainda sobre essa nova parceria com Haroldo Rego e também sobre a experiência da escrita colaborativa, a atriz Ana Luisa Camino, que esteve no elenco d’Gaivota, acrescenta que já se pode observar o amaducerimento dos atores  em contribuírem cada vez mais com o processo criativo.

O espetáculo será tema de uma exposição fotográfica
assinada por Ricardo Peixoto

“Com "A gaivota", que já foi um espetáculo que recebeu muita contribuição dos atores, começamos a experimentar esse processo de elaboração coletiva, e vimos o quanto isso nos demandava em termos de escuta do outro, capacidade de negociação. Em "A pá", claro, o fato de responder pela totalidade da obra exigiu, e exige, um exercício muito mais intenso dessa 'generosidade'”, conclui a atriz.

O espetáculo coloca em cena um protagonista enigmático que tenta realizar um plano pessoal com a ajuda de pessoas desconhecidas, às quais ele faz o mesmo estranho e incômodo pedido. A Pá leva o espectador a acompanhar a tensa jornada deste homem para realizar um serviço incomum que colocará em questão os princípios morais daquele que cumprir o desejo do protagonista. 

FICHA TÉCNICA: “A Pá”

Direção – Haroldo Rego
Dramaturgia – Haroldo Rego e Piollin Grupo de Teatro
Elenco – Ana Luisa Camino, Buda Lira, Everaldo Pontes, Nanego Lira, Soia Lira
Fotos – Ricardo Peixoto
Assessoria de Comunicação – Calina Bispo e Julia Magnoni
Produção – Piollin Grupo de Teatro
Produção Executiva – Juliana Gonçalves
Coordenação de produção – Nanego Lira

Serviço:
O Que: Temporada do espetáculo A Pá
Onde: Centro Cultural Piollin | R. Prof. Sizenando Costa, s/n, Roger (ao lado da Bica)
Quando: de 11 de maio a 2 de junho de 2013 (sexta a domingo)
Hora: 20h
Quanto: R$ 10,00 e R$ 5,00
Duração do espetáculo: 40 minutos
Classificação etária: 16 anos
Informações à imprensa: Calina Bispo | 83 8891 3334/9627 9397