1 de agosto de 2013

Conheça Seu Pereira e Coletivo 401!

Grupo se apresenta pela primeira vez no Piollin
O grupo Seu Pereira e Coletivo 401 representa uma nova safra de artistas paraibanos. A banda apresenta um trabalho pautado na originalidade de suas canções autorais com uma força poética marcante, ritmo híbrido e letras que retratam o cotidiano da cidade. O coletivo 401 - coletivo metafórico - que carrega influências e ideias, faz referência ao coletivo 401 físico, que cruza a capital paraibana, da praia ao centro, carregando personagens reais, personagens como o próprio Seu Pereira. Passageiros que moem suas alegrias, angustias, sonhos e dúvidas, sempre com os olhos atentos na próxima parada. O som da banda carrega balanço e swing. É baião nervoso, é samba-rock nordestino e funk Paraíba.

Com 5 anos de formação, a banda Seu Pereira e Coletivo 401 já se apresentou nos principais festivais de música do estado, e circulou por várias cidades do país, a exemplo de Natal, Brasília, Taguatinga, Goiânia e São Paulo. A banda também já se apresentou na África e na Europa.

CD DE LANÇAMENTO

Atualmente o grupo está lançando seu primeiro CD. São 12 canções que retratam uma década; recortes da primeira década do século XXI com os seus ataques cardíacos, ataques terroristas, consumismo, silicone e poposudas. A arte de capa é assinada pelo desenhista de super heróis da Marvel Mike Deodato Jr.

PRINCIPAIS FESTIVAIS

MPBeco 2010 - Natal
Estação Nordeste 2010 - João Pessoa
Festival Mundo 2011 - João Pessoa
Summertime 2012 - Campina Grande
Grito Rock 2012 - João Pessoa
Grito Rock 2013 - João Pessoa
Festival Rock Cordel 2013 - Sousa

MÚSICOS

Jonathas Pereira Falcão é cantor e compositor, atua no cenário musical paraibano desde 1996, quando começou a se apresentar nos palcos de João Pessoa e a disponibilizar canções para interpretes locais, a exemplo de Glaucia Lima, Sandra Belê e Chico Correa & Eletronic Band. Também já foi gravado pela banda paulista Axial e o grupo Água na Boca da cidade de Nantes, na França.

Thiago Sombra é baixista, e já participou de diversas grupos locais, como as bandas Junkpile, Star 61, A Função, Bangu 01, Fases da Lua e hoje além de músico do Seu Pereira e Coletivo 401, é baixista do Chico Correa & Eletronic Band. Também faz trilhas para espetáculos de dança e desenvolve um trabalho de música experimental com a banda The Silvias.

Chico Correa é guitarrista, produtor musical, Dj e é a principal referência no estado quando se trata de música eletrônica. Esmeraldo também é o idealizador do aclamado grupo Chico Correa & Eletronic Band. Já participou de vários projetos nacionais e internacionais.

Victor Ramalho é baterista, percussionista e é um dos músicos mais atuantes da cena paraibana. Participa de projetos com os principais artistas paraibanos. Além de integrar a banda Seu Pereira e Coletivo 401, atualmente desenvolve seu trabalho solo, o projeto Victorama.


Breve histórico do show

O show da banda Seu Pereira e Coletivo 401 é uma ode ao cotidiano do brasileiro. Trazendo nas canções do seu CD, crônicas musicadas de amores imperfeitos, correria urbana, violência, meninas E.T.s e índios modernos. Tudo isso numa pegada bem Samba-rock com sotaque nordestino.


A ideia é fazer o público dançar com canções descontraídas como Rabissaca e É pouco, e também fazer as pessoas refletirem sobre a questão social e existencial que é descrita em canções como Cabidela, No mato e Batalha diária

Conheça Jaguaribe Carne!

Os irmãos Paulo Ró e Pedro Osmar apresentarão no Piollin
 os novos experimentos do Jaguaribe Carne
Na década de 70, os irmãos Pedro Osmar e Paulo Ró eram desses meninos inquietos, um tanto revoltados, um tanto tido como doidos, por demais criativos e inegavelmente muito bem quistos por todos do bairro de Jaguaribe, em João Pessoa na Paraíba. Os dois eram influenciados por todos os sons que chegavam a suas casas, fosse a música clássica que ouviam no rádio, fossem as manifestações culturais que viam com tanta euforia e pulsação, pelas ruas do bairro. Ritmos como ciranda, coco, maracatu, caboclinho, catira e boi, se misturam a influências da música do Oriente, da África, das vanguardas européias do século passado, do jazz e da música instrumental brasileira. Não somente os sons que surgiriam dali influenciariam a arte e a cultura da Paraíba, como toda uma postura política e artística que viria a seguir, conseqüência de uma ação cravada no convívio comunitário, na vivência e na experimentação livre de todas as linguagens artísticas, na Guerrilha Cultural travada no cotidiano das ações e das reações.

Em 74, Pedro e Paulo fundam o Grupo Jaguaribe Carne de Estudos, um verdadeiro laboratório de estudos e práticas culturais, que tinha como objetivo tomar conhecimento do maior número de dados, informações, estudos e experiências sobre arte, política, educação, cidadania. Ou seja, tudo que estivesse a serviço de uma proposta transformadora através da arte e da cultura.

Dos projetos e ideias surgidas no grupo, destacam-se o Musiclube da Paraíba (a partir de 1981), o Projeto Fala Bairro (a partir de 1982) e o MEI - Movimento de Escritores Independentes  (em 1984). Projetos que nascem da provocação, da inquietação, num contexto de total ausência das políticas culturais na cidade, e que serviram como espaço de formação e experimentação para grandes nomes da cultura na Paraíba, como Totonho, Escurinho, Lúcio Lins, Chico César, Jarbas Mariz, Milton Dornellas, entre tantos outros.

Desde então, não somente a música do Jaguaribe Carne, mas toda a sua atitude política em si, vem influenciando diversas gerações que se deparam com seus trabalhos e suas pesquisas. Na música, a produção do grupo é tão intensa quanto as produções individuais dos dois irmãos, em projetos solo.

Inicialmente, no começo dos anos 80, o grupo registrou sua música em fita cassete de produção artesanal. São desse período as fitas “Dança Nativa” e “Repercussão”, além de “Gente Operária”, de Jaiel de Assis e Jarbas Mariz & Pedro Osmar, gravada no Rio de Janeiro, em 1982, com as participações especiais de Lenine, Luciano Coutinho, Antonio Santana, Alex Madureira, Ivan Santos e Damilton Viana.

Nos anos 90, gravaram o LP “Jaguaribe Carne-Instrumental" (que teve mil capas diferentes, produzidas por diversos artistas plásticos nordestinos), e em 2003 lançam o CD “Vem no Vento”, com participações de Lenine, Elba Ramalho, Zeca Baleiro, Xangai, Elomar, entre outros parceiros de estrada.

Paralelamente, Pedro e Paulo lançam projetos individuais: “Signagem” (95), com as experimentações vocais de Pedro Osmar, “Viola Caipira” (97), com as experimentações violeiras de Pedro Osmar; LP “Etnia” (92), “Jardim dos Animais” (99), com canções de Paulo Ró sobre os poemas do mineiro Ronald Claver.

Além desses, Paulo Ró também lançou “Olhos de Proa” (2007), no qual musica poemas do poeta Vergara Filho, e “Cantus Popularis”, seu trabalho mais recente. Outros discos foram gravados, mas não prensados, entre eles: “Novóide”, “Piano Confeitado”, “Dez Cenas de Reviola e sua Funcionalidade Cabocla”.

Paulo Ró participou do Projeto Pixinguinha em 1988 com Marcone Lira. Em 1999, o grupo Jaguaribe Carne participou do Montreaux Jazz Festival. No Itaú Cultural/ Rumos Música/SP de 2001 Paulo Ró e Pedro Osmar apresentaram o Jaguaribe Carne Instrumental e em 2010 participaram no CCBNB em Souza e Cajazeiras com o show “Música de experimentação”.

O trabalho de Jaguaribe Carne foi aprovado pelo Centro Cultural Banco do Nordeste do Brasil (CCBNB) 2012 com o show “Música para dois violões, alguns toques de zabumba e vozes perdidas dentro da noite” que acontece no mês de maio em Souza/PB e Juazeiro do Norte/CE.

Jaguaribe Carne é:
Pedro Osmar (Viola, zabumba, experimentos)

Paulo Ró (guitarra, piano, viola, zabumba, percussão, experimentos)

Conheça Babilak Bah!

Babilak encerra junto a educandos do Piollin seu projeto de residência artística
Das Enxadas à Biografia de Homens Inquietos                     

Depois da Orquestra de Enxadas, e criar o Enxadigma com a proposta de aprofundar a pesquisa da “timbralidade” das enxadas e sua poética experimental - fusão de tambores, sopros, enxadas e novos instrumentos, associando sua percussão contemporânea com ritmos da cultura popular e a música eletrônica, uma exuberante performance no palco e sua verve poética destacada por composições apresentadas através do seu “canto falado”.

Neste novo momento, Bah faz uma integração de projetos sonoros anteriores com seu mais recente trabalho musical o segundo CD autoral: “Biografia de Homens Inquietos” com o qual o artista pretende destacar composições inéditas e sua inclinação para o universo da palavra criando uma interlocução entre o experimentalismo e a canção.

O show conta com novos instrumentos, idealizados por Bah e construídos com o auxílio do músico e compositor Waldo Lima do Valle e com o acompanhamento de Johnny Herno e Tiago.

Experimentação sonora e canção:
Criador compulsivo e dono do que se pode chamar de “teimosia artística”, Babilak se autodenomina mais um “propositor” e “um artista do ruído” do que um compositor e o que norteia o seu fazer artístico em 20 anos de carreira é a persistência de construir um trabalho autoral, singular, com identidade própria.

Bah já teve seu talento nacionalmente reconhecido. Ele participou da coletânea Rumos Itaú Cultural /2005, foi selecionado na Caravana Pixinguinha /Ministério da Cultura. Também tocou em importantes festivais como Conexão Vivo de Música, Feira da Música Independente Internacional de Brasília, Melhores do Prata da Casa do Sesc em São Paulo com ampla repercussão de público e mídia. Já tocou em festivais internacionais em Paris. Madri  Birmingham.

FICHA TÉCNICA
1-Babilak Bah: criação, composição, voz e percussão
2-Johnny Herno: percussão
3- Thiago Melo: Baixo

26 de julho de 2013

ARTISTAS ADEREM À MOBILIZAÇÃO EM PROL DA ARRECADAÇÃO DE RECURSOS PARA MANUTENÇÃO DOS PROJETOS CULTURAIS DO CENTRO CULTURAL PIOLLIN


Show será dia 10 de agosto, a partir das 20h no Centro Cultural Piollin

Desde 2012, o Centro Cultural Piollin vem realizando uma importante ação para mobilização de recursos em prol da manutenção da estrutura física e dos projetos culturais da instituição. Em seu primeiro ano, a ação contou com a apresentação do músico e compositor Chico Cesar, que abriu mão de seu cachê para reverter toda a renda da bilheteria, exatos R$ 16.475,00, para reparos emergenciais na Casa Grande, sede do complexo arquitetônico do centenário Engenho Paul.

Já em 2013 a instituição conta com a colaboração e participação gratuita dos irmãos Pedro Osmar e Paulo Ró que apresentarão os novos experimentos musicais do Jaguaribe Carne. Soma-se a eles, o multimídia Babilak Bah, que desde março vem realizando residência artística no Centro Cultural Piollin e que apresentará, ao lado dos educandos da instituição, o resultado desta experiência sonora. Quem também abraçou a causa foi o grupo Seu Pereira e Coletivo 401.

O show marca ainda o encerramento da oficina experimental e lúdica de sons e movimentos realizada por Babilak Bah, nesse trabalho da residência artística, viabilizado por meio da Bolsa de Interações Estéticas, da FUNARTE, modalidade Criação e Experimento. Reunindo artistas de diferentes gerações, a ação contará com a participação de toda a equipe Piollin juntamente com diversos alunos dos Ciclos II e III.

Os ingressos estarão à venda a partir de 01 de agosto em todas as lojas Furtacor (Shopping Sul, Tambiá Shopping e Mag Shopping) e no próprio Centro Cultural Piollin, que funciona de segunda à sexta-feira, das 13h30 às 17h.

SERVIÇO:
O que: Show de mobilização de recursos com Jaguaribe Carne, Babilak Bah, Seu Pereira e Coletivo 401
Quando: 10 de agosto de 2013 (sábado)
Onde: Centro Cultural Piollin | R. Prof. Sizenando Costa, s/n, Roger (ao lado da Bica)
Hora: 20h
Quanto: R$ 20,00 e R$ 10,00 | R$ 2,00 (moradores do Roger mediante apresentação de comprovante de residência)
Ponto de venda: Lojas Furtacor e Centro Cultural Piollin
Informações: Tel. 83 8891 3334 | piollin30@gmail.com

10 de junho de 2013

Inclusão social através da arte


Matrículas para o segundo semestre encontram-se abertas

O Centro Cultural Piollin se propõe a desenvolver ações pedagógicas no campo da arte e cultura que atendam as demandas dos seus alunos oferecendo-lhes oficinas que contemplem temáticas sobre o circo, o teatro, a leitura, a filosofia, música e meio ambiente. Diante disso, já estão disponibilizadas 80 vagas para os cursos de circo, teatro, arte da palavra e semear o planeta.

O tema gerador do projeto pedagógico do CCP em 2013 é “Permacultura, cidadania e educação”, foi escolhido primeiramente devido à missão da instituição está ligada a promoção da educação cidadã, sendo assim, a relação entre natureza e sociedade, além de se caracterizar como tema transversal que se é abordado em todas as oficinas, como o caráter de formação da cidadania.

A programação de cursos do CCP  no segundo semestre tem início no dia 15 de julho e o período de matrícula para novos alunos segue até 21 de junho. A faixa etária atendida pela instituição é de 7 a 22 anos de idade. As aulas acontecem sempre de segunda a sexta-feira das 14h às 16h30. A inscrição é gratuita.

Atividades paralelas
Além dos cursos permanentes, os alunos do CCP têm a oportunidade de participar e trocar experiências estéticas com artistas e grupos de outros estados, a exemplo do intercâmbio que terá início em março e seguirá até agosto deste ano com o músico paraibano radicado em Minas Gerais, Babilak Bah. A residência artística é realizada com recursos da Bolsa de Interações Estéticas, modalidade Criação e Experimento, da FUNARTE.

Segundo o músico, o objetivo desse intercâmbio com os alunos do Piollin é ofertar um espaço de criação e experimentação de linguagem entre o Ritmo e a Palavra em um cruzamento com o Teatro e a Arte Circense.

Também estão previstos ao longo do ano a realização de dois brechós culturais, duas mostras pedagógicas e um show solidário para mobilização de recursos para estruturação da escola de circo da instituição.

Confira a agenda completa de cursos permanentes:
Circo: 7 a 22 anos de idade
Teatro: 7 a 22 anos de idade
Arte da palavra: 7 a 12 anos de idade
Semear o planeta: 7 a 12 anos de idade

SAIBA MAIS | Permacultura
A educadora Renata Bastos, responsável pela oficina Semear o planeta, observa que a compreensão do que vem a ser Permacultura começa pela observação do meio em que se vive, as atitudes em relação às pessoas e aos recursos naturais. “Estamos reaproximando-nos de nossa verdadeira natureza, indo a favor da Nossa Natureza e não contra ela. Nos reconectando com o nosso Ser”, explica a educadora.

“Pretendemos construir um olhar curioso, entendendo de ‘onde vem e para onde vai’ os produtos (naturais ou manufaturados) que consumimos, o que usamos, no nosso dia a dia. Percebendo que nós Somos essa Natureza que muitas vezes a entendemos como algo separado, externo, quando na verdade a Natureza faz parte da gente e a gente dela. Ou seja, cada agressão a ela, é uma agressão a nós mesmos. Quando cuidamos do ambiente e dos recursos, estamos cuidando das pessoas também”, completa Renata Bastos.

Todos os conceitos que envolvem a Permacultura serão apresentados de forma lúdica, experimental e vivenciados durante a oficina, que tem como objetivo extrapolar seus limites, contagiando educandos e educadores, e também a comunidade do Roger, com a intenção de que os moradores se apropriem deste sistema de planejamento que é a Permacultura e possam assim criar e gerenciar seus próprios processos.

Desta formapretende-se planejar e gerenciar os espaços humanos, rurais, urbanos ou silvestres, cuidado do bem-estar das pessoas e da preservação da diversidade do meio-ambiente. Assim, indo a favor da natureza e não contra ela, conhecendo e participando das qualidades e características peculiares de cada sistema ambiental.

SAIBA MAIS | Centro Cultural Piollin

O Centro Cultural Piollin é uma Organização Não Governamental – ONG, sem fins lucrativos. Desenvolve ações pedagógicas no campo da arte e cultura voltadas para crianças, adolescentes e jovens do município de João Pessoa. Dentre as atividades de incentivo a cultura, acolhe iniciativas da agenda cultural da cidade, ocorrendo shows musicais, espetáculos de teatro, dança, circo, festa e diversos eventos em seu espaço físico.

A Ação Pedagógica do CCP procura responder, na cidade de João Pessoa, a essas questões, com ações de manutenção de um trabalho desenvolvido ao longo de trinta e cinco anos por atores, atrizes, artistas circenses, artes-educadoras (es), através de ações didático-pedagógicas, que tem como objetivo o desenvolvimentos integral de crianças, adolescentes e jovens, oriundos do Bairro Roger e de comunidades vizinhas prioritariamente.

Entende-se como formação integral, procedimentos metodológicos que propiciem ao individuo o autoconhecimento, o desenvolvimento crítico do seu meio sociocultural e, como resultado, leva a fazer escolhas adequadas como pessoa e cidadão.

A Ação Pedagógica, portanto, se insere numa perspectiva de possibilitar o acesso aos bens culturais tradicionalmente produzidos na Paraíba e em outras regiões, mas principalmente procura desenvolver processos de auto expressão dessas crianças, adolescentes e jovens, contribuindo para o seu desenvolvimento e consequentemente a sua capacidade de escolha e de apropriação de instrumentos e de metodologias que garantam as diversas formas de criação, elaboração e realização.

O projeto entende que o público não deva ser seja apenas receptor do produto cultural, mas também agente ativo do processo de produção artística na sua comunidade e tem como principal missão: “Estimular o potencial expressivo e de comunicação de crianças, adolescentes e jovens prioritariamente de comunidades populares, visando seu desenvolvimento pessoal e sua integração social através da educação e de atividades artístico-culturais.” 


Aboiá segue em cartaz no Piollin


O Grupo Arkhétypos, de Natal, apresenta em João Pessoa o espetáculo Aboiá, em temporada  até 16 de junho, sempre de sexta a omingo às 19h, no Centro Cultural Piollin.

Segundo informações disponibilizadas pela produção do espetáculo, Aboiá fala da terra, do sertão, da vida que emana debaixo do sol ardente, das crenças e dos mitos que habitam o imaginário do povo nordestino.

O grupo potiguar apresenta um espetáculo quântico e anacrônico, que subverte a palavra em detrimento da musicalidade e da produção gutural do som, expandindo para o corpo do ator o conceito de neologismo proposto por Guimarães Rosa.

Regionalismo na cena do grupo Potiguar

“Aboiá” é fruto de um ano e meio de pesquisa realizada pelo Grupo Arkhétypos de Teatro da UFRN e tem como foco o Teatro-Ritual, a liminaridade e a celebração, daí a circularidade, presente tanto na dramaturgia do espetáculo como na organização do espaço cênico. No “Aboiá” o público é convidado a se debruçar sobre os mourões desse universo arquetípico e participar da cena, construindo junto com o ator o sentido dessa história. Um trabalho repleto de música, de sons, de vaqueiros e de bois, e tudo isso se colapsa diante do espectador como um grande aboio que ecoa na alma.

SINOPSE ABOIÁ
...Uma terra, um boi, um menino... um som gutural, quase um canto que se projeta ao longe... um aboiá de um vaqueiro véio... Uma boiada passando e no meio do caminho uma véia pára pra proseá... “Baleia...” Um povo alegre, de muita festa e de muita fé, de muita luta e de pouca água... essa é nossa sina, Matheus embaixador... O Cão e a Morte nos tiram pra dançá... Desgraça! A vida continua... Desgraça... Violência, arapuca... Desgraça! Uma procissão reza a Ave Maria... Os demônios estão à solta e cada qual carrega consigo o peso da sua história... Festa e desgraça no terreiro de baleia... Chuva!!! Vida!! Canto! Aboiá...

SOBRE O GRUPO
O Grupo Arkhétypos teve início em março de 2010, quando o Prof. Dr. Robson Carlos Haderchpek, do Curso de Teatro da UFRN, começou a pesquisar a Comunidade da Vila de Ponta Negra - Natal/RN, local onde morava. O intuito inicial da proposta consistia em investigar as histórias da população local e a partir delas iniciar um processo de construção cênica utilizando como tema as “histórias de pescador”.

Para tanto, foi formado um Grupo de Teatro que estivesse disposto a lançar-se a campo e iniciar uma atividade de extensão na Vila de Ponta Negra. A priori, a atividade do Grupo seria conhecer um pouco da história da comunidade, participar das reuniões do Conselho Comunitário da Vila e dos ensaios dos Grupos de Manifestação Popular, acompanhando a realidade local e pesquisando o universo simbólico dos moradores.

A partir das atividades desenvolvidas na Vila e dos trabalhos realizados em sala de ensaio, o Grupo começou a estruturar um espetáculo teatral que falava do imaginário coletivo da população local: Santa Cruz do Não Sei, a vila que foi parida pelo mar.

Grande elenco desenha as cores da cultura nordestina

O Grupo foi oficializado como Projeto de Extensão da UFRN e foi batizado com o nome de Arkhétypos. A palavra é de origem grega e significa modelo primitivo, idéias inatas, conteúdo do inconsciente coletivo que foi empregado pela primeira vez por Carl Gustav Yung.

No universo mítico, esses conteúdos remontam a uma tradição, cuja idade é impossível determinar e pertencem a um mundo do passado, cujas exigências espirituais são semelhantes às que se observam entre culturas primitivas ainda existentes.

Segundo Patrice Pavis: “Os arquetipos estão contidos no inconsciente coletivo e se manifestam na consciência dos indivíduos e dos povos por meio dos sonhos, da imaginação e dos símbolos.” (1999, p.24). O que vem a coadunar perfeitamente com a proposta do Grupo, de retratar o universo simbólico e o imaginário coletivo da região.

O segundo trabalho coletivo do Grupo é o espetáculo Aboiá, que traz à tona a temática do sertanejo, da terra e da gente que vive neste lugar. Na medida em que se trabalha numa dimensão arquetípica as histórias são consequência das personagens. No Aboiá os corpos pulsam e o som antecede à existência das palavras, fazendo do ato de aboiar, um ato de encantamento e poesia.

O espetáculo Aboiá foi contemplado com o Prêmio de Teatro Myriam Muniz 2012- Categoria Montagem e fez sua estreia nos dias 03, 04 3 e 05 de maio no Barracão Clowns – Natal/RN. Tem uma temporada agendada para João Pessoa de 07 a 16 de junho e depois segue para Viena - Áustria, aonde vai se apresentar de 26 de junho a 02 de julho na Universidade de Música e Artes Cênicas de Viena.

Por fim, o Grupo Arkhétypos pensa o Teatro como ato de encontro, um ato ritualístico que transforma o espectador em uma testemunha da ação, herança dos ensinamentos do encenador polonês Jerzy Grotowsky. Com base nestes princípios o Grupo vem se apresentando, estabelecendo parcerias artísticas e trilhando um caminho de descobertas, alinhando pesquisa, formação e arte em uma perspectiva de transformação do indivíduo e da sociedade.

FICHA TÉCNICA ABOIÁ:
Direção: Robson Haderchpek
Assistente de Direção: Alex Cordeiro
Apoio Técnico: Clareana Graebner
Direção Musical: Caio Padilha
Iluminação: Ronaldo Costa
Operação de Luz: Alex Cordeiro
Maquiagem e Caracterização: Mona Magalhães
Fotografia e Projeto Gráfico: Pablo Pinheiro e Tiago Lima
Concepção Cenográfica: Ronaldo Costa e Pablo Pinheiro
Equipe de Cenografia: Ronaldo Costa, Alex Cordeiro e Grupo Arkhétypos
Figurinista: Kátia Dantas
Costureira: Fátima Brilhante
Produção: Grupo Arkhétypos
Colaboração Vocal: Mayra Montenegro
Colaboração Corporal: Lara Rodrigues Machado

Elenco:
Aldemar Pereira
Ananda Krishna
George Holanda
Izabela Câmara
João Pedro Araújo
Leila Bezerra
Luana Menezes
Lucília Guedes
Paul Moraes
Paulinha Medeiros
Tauany Thabata
Thainá Medeiros
SERVIÇO:
Dias: 14, 15 e 16 de junho de 2013
Horário: 19h
Local: Centro Cultural Piollin - Rua Professor  Sizenando Costa, s/n, Roger - Ao lado da Bica. João Pessoa/PB
Ingressos: R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia)
Informações: (83) 3241-6343/ (83) 8738-7373

Mostra Pedagógica Piollin - 1º semestre 2013


O Centro Cultural Piollin realiza nesta terça e quarta-feira (11 e 12 de junho) a partir das 16h a Mostra Pedagógica que marca a culminância das atividades do primeiro semestre letivo da instituição. Na ocasião serão apresentados experimentos de circo, teatro, arte da palavra, exposição de artes plásticas, além da doação de mudas e atividades ligadas à oficina Semear o Planeta.

Através do patrocínio dos Conselhos municipal e estadual dos direitos da criança e do adolescente, a instituição atendeu cerca de 50 crianças, adolescentes e jovens de diversos bairros da grande João Pessoa.
Para entender o processo de formação do Centro Cultural Piollin é necessário observar que a ação pedagógica da instituição é mantida em quatro ciclos de formação: ciclo de formação básica (I), com participantes de sete aos doze anos; ciclo de formação inicial (II), com participantes de 13 aos 17 anos; ciclo de oficinas avançadas (III) e ciclo de vivências (IV), com participantes dos 15 aos 22 anos.
Inclusão social através da arte!
No ciclo I, são oferecidas aulas de artes visuais e atividades corporais, além de ser trabalhada a relação com a palavra e informática, além das atividades recreativas; no ciclo II, inicia-se a relação com jogos recreativos e de elaboração de cenas no teatro, e o contato com as habilidades do circo, além do exercício com a palavra; já o ciclo III prevê atividades práticas e teóricas nas áreas do circo e do teatro, a elaboração de um espetáculo e atividades livres na área da cultura digital; e por fim o ciclo IV contempla atividades práticas e teóricas nas áreas do circo, teatro e produção.

DIA 11 DE JUNHO – TERÇA-FEIRA (TEATRO)
16h  – Aula aberto com canto e percussão corporal – Canto dos Escravos | Oficina de musicalidade
16h20 – Apresentação das oficinas Semear o planeta, Arte da palavra e Circo – Ciclo I
17h – O Circo no Riso – experimento das oficinas de circo e teatro – Ciclo II
17h50 – Espetáculo de circo Impactos
18h30 – Espetáculo de teatro Pedaços de peças, trepeças e presepadas.
  
DIA 12 DE JUNHO – QUARTA-FEIRA (CASA GRANDE)
16h – Sarau Poético com todos os ciclos


HALL DO TEATRO: Exposição dos trabalhos das oficinas Semear o Planeta e Arte da Palavra do Ciclo I